quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Tudo Sobre a Sociedade Drow


 E aí galera... Moderador Matheus Marraschi postando aqui :)

Estou disponibilizando um material que eu traduzi recentemente do livro 'Drow of The Underdark'. Um breve resumo do capitulo "All About The Drow", para facilitar o entendimento para vocês que pretendem desbravar as cidades das profundezas! :)
Espero que gostem...




APARÊNCIA E CARÁTER


Os drows possuem a pele escura, variando desde negro-obsidiana até um tom ardósia-azulado, cabelos entre o branco e o prateado e olhos variando desde amarelos brilhantes até vermelhos puros.
Atraentes, sua beleza muitas vezes supera o padrão de beleza dos elfos convencionais.
São sensíveis a luz, devido ao tempo em que estão reclusos na escuridão das profundezas. Devido este evento, podem enxergar no escuro com muita facilidade e se estão em um local sem nenhuma fonte luminosa, podem ver até 25 metros dentro da escuridão.
Pela falta de recursos a disposição nas profundezas dos subterrâneos, os drow desenvolveram uma aptidão natural para a magia, sendo capazes de manipular energia arcana com maior facilidade que seus primos da superfície.
São criaturas extremamente inteligentes, não são assassinos descontrolados e sim criaturas traiçoeiras e maldosas. Não pensam um minuto se for preciso matar um amigo ou membro da família para chegar ao objetivo desejado.
Os homens desta raça servem como guerreiros e magos. O foco clerical é das mulheres a serviço da Rainha Aranha ou Lolth deusa dos drow, figura divina extremamente matriarcal. Mas existem homens que também conquistam boa reputação na sociedade drow; é o caso de Jarlaxle (Forgotten Realms), um mercenário bastante influente até em eventos da superfície. Há também os exemplos de drows renegados que abandonam seu mundo escuro por não se identificarem com o ambiente cruel e doentio que envolve sua raça. Um exemplo é Drizzt Do'Urden o drow honrado mais famoso do cenário de campanha de Forgotten Realms e talvez de todos os tempos.


SOCIEDADE E CULTURA
É um dos paradoxos da raça drow que a sua cultura, mesmo que incentivando o egoísmo e o avanço através da enganação e do assassinato, ainda concentre na hegemonia de sua sociedade perante as outras. A sociedade drow como um todo, carece de qualquer conceito de valor pessoal. As habilidades ou realizações de um indivíduo não são, em si, de muita relevância. A cultura não recompensa ou julga por habilidade, ou por sucesso individual.
A única medida verdadeira de importância na sociedade drow seria o quão completamente eficaz um indivíduo é para reger e mudar a sociedade. Em outras palavras, o quanto um indivíduo tem de autoridade sobres os outros drows e os recursos necessários para a comunidade. Embora habilidades pessoais, realizações, idade, ou linhagens muitas vezes também levem a tal controle. Resumindo, é a influencia em si que determina o status na sociedade drow.
Como muitos outros seres sencientes, os drows possuem termos e pensamentos dicotomistas “Se algo não é bom, deve ser mau! Se algo não é forte, deve ser fraco!” Sendo assim, um drow com muita autoridade sobre os outros possui valor, e um drow com pouca ou nenhuma autoridade é inútil. Quando não resta status, influencia, e a própria vida perde o valor intrínseco, um drow fraco não passará de uma mercadoria a ser comercializada, abusada e eventualmente explorada pelos mais poderosos até que não agüente de tanta exaustão.  Escravização, tortura e assassinato não são crimes, quando o agressor for um drow de alto escalão e a vitima não. Os drows evitam massacrarem aleatoriamente todos que os ofendem, devido à preocupação de matar um parente, servo, ou escravo de alguém mais poderoso.
Essa crença no poder desenvolveu a cultura drow tal como ela é hoje: Uma sociedade em que cada interação é determinada por uma dominante/submissa hierarquia. A sociedade drow divide todos (drows ou outras raças) em três categorias:
As que possuem mais poder devem ser aclamados (pelo menos até que elas possam ser substituídas). Os que podem ser considerados ferramentas úteis para o avanço, devem ser explorados ao máximo e de todas as maneiras possíveis.  E os fracos são inúteis, exceto para trabalhar ou ingressar em tropas descartáveis.  A relevância das ordens gerais dadas pelas generais também depende de quem detém o maior poder.
Até mesmo em casos de negociações, o poder tem influência. Normalmente as matriarcas não negociam, elas mandam seus soldados ou servos para executarem o serviço em seus nomes. Se a cliente for de maior escala que o fornecedor, ela mesmo decide quanto irá pagar. Se ela for menor, terá de pagar o que o fornecedor exige, ou não receberá as mercadorias. Apenas quando se trata de comércios com reinos não-drows que ‘negociar’ se torna uma opção, e mesmo assim os fornecedores devem tomar cuidado para não ofenderem, acidentalmente, o escravo ou servo de uma drow poderosa. Os drows que se recusam a acatar ordens de suas matronas ou de drows superiores, são punidos com severas torturas.
Os drows são especialistas no ato de causar dor e morte. As outras raças, normalmente, os consideram cruéis por esse motivo. E isso também é um sinal exterior das crenças no coração de seu desenvolvimento cultural. A dor causada a um rival é um meio necessário para um fim; E a dor causada a um subordinado não é importante, pois eles não são importantes. Os drows são cruéis, em partes, pois pra eles é tão normal torturar um subalterno, quanto chicotear um cavalo é normal para os homens da superfície. Vale sempre ressaltar que a autoridade social é a única medida de valor que um drow entende.
Estes são os resultados de fundamentos filosóficos de uma cultura de conspiração constante, em que cada membro de uma comunidade está perpetuamente conspirando para obter maior poder sobre seus vizinhos. A paranóia é desenfreada, com cada palavra ou escritura minuciosamente examinada para assegurar que não contém perigo escondido. Embora muitos pensem o contrário, essas traições não só acontecem apenas nas castas mais altas, como entre as sacerdotisas e as casas nobres.  Ela está presente em toda a sociedade drow: Comerciantes conspiram para destruir as fontes de bens de um rival. Soldados enfraquecem armaduras de outros mais altos na esperança que estes morram em campo de batalha, e deixem o caminho livre para uma suposta promoção. Servos conspiram com escravos para envenenar outros escravos, ou até mesmo seus superiores. Quando se possui uma posição de prestígio, uma drow nunca deve abaixar a sua guarda.

TRADIÇÕES
Talvez uma das mais estranhas dicotomias da cultura drow é que todos estão fortemente presos a uma tradição inovadora. Uma combinação bizarra encontrada raramente nas outras raras. A inovação drow é, como acontece com tantas outras coisas em suas vidas, impulsionada pelo constante esforço para alcançar o domínio sobre outros drows. Um plano de batalha criativo, uma magia nova, um método mais rápido de produção de bens manufaturados, nada disso tem valor para os drows em si.  Mas, quando tais inovações são colocadas de formas em que seu uso aumente o status de seu criador, aí sim elas possuem valor.
Assim, essas tradições mantêm os drows ainda mais focados em suas inovações. Os drows mais poderosos viveram séculos, mas as brigas internas da raça duram milênios. Eles são muito cuidadosos e bem preparados contra esquemas que possam prejudicá-los. Um drow que procura chegar a frente dos outros deve ser criativo em sua abordagem. Eles são um povo naturalmente caótico, tanto em termos de temperamento individual, quanto na doutrina religiosa, e se curvam às suas tradições, mas reagem se tais tradições forem más formuladas (as tradições não são codificadas como lei). 
A falta de código formais de lei na sociedade drow, também equivale a falta de aplicação da lei formal. Uma sociedade drow não possui vigilância ou uma força armada. Em vez disso, cada aspecto ou segmento da comunidade é responsável pela aplicação de seu próprio poder, na medida em que a autoridade se estende. Um crime contra uma casa nobre grande, por exemplo, é respondido pelos membros da própria casa. A igreja de Lolth pune aqueles que transgridem contra sua fé. Se um drow solitário, ou uma instituição não tenha capacidade para revidar contra alguém que o tenha prejudicado, então essa pessoa ou instituição são marcadas como indivíduos fracos demais para derrubarem os seus rivais.
Em raras ocasiões, uma instituição drow pode requerer a outra organização maior para derrubar seus adversários. Uma sacerdotisa pode convocar soldados de uma casa nobre para lidar com criadores de problemas, invés de fazer uso de seus próprios recursos por exemplo. Alternativamente, o inverso pode acontecer... Drows poderosas podem requerer os serviços de uma comunidade menor para resolver alguns problemas. Tais acordos temporários normalmente ocorrem quando uma drow não deseja manter sua facção em um conflito direto. Por exemplo, se uma casa nobre insulta ou ataca membros de outra casa nobre, que responde com a mesma moeda, isso geraria um conflito prolongado. Mas a casa que fora atacada ou ofendida, poderia solicitar que a igreja de Lolth punisse a casa transgressora invés de entrar num conflito direto. A punição seria de acordo com o crime cometido, e é claro que isso colocaria a casa nobre em dívida com a igreja.
As punições drows dependem da mão que as sentenciam, mas normalmente são eficientes e brutais. Em alguns casos, a punição simplesmente retira o poder e as posses do transgressor. Mas, freqüentemente, o indivíduo se torna um escravo ligado a uma casa nobre ou a igreja. Tortura e execução são comuns também. A sociedade drow não acredita muito em pena de prisão como punição, muito menos em segundas chances.

GOVERNO
Os drows são regidos por uma teocracia matriarcal precisa e enganosa. É certo dizer que os  membros dominante da sociedade são as sacerdotisas de Lolth e as matronas (matriarcas, líderes das casas nobres), mas chamar-lhes de ‘governo’ é um equívoco. Os drows são guiados por tradições e supervisionados por estas personalidades influentes, mas não possuem governos formais. A cidade drow não tem duquesa ou prefeiro, e uma nação drow não tem imperatriz ou rainha.
Uma comunidade drow é regida, por assim dizer, através da cooperação instável de suas três instituições mais poderosas. A igreja de Lolth é a facção mais influente entre elas. As sacerdotisas desta igreja interpretam e divulgam a vontade de Lolth, rituais e cerimônias de conduta para honrar a deusa negra, e ainda tem autoridade de exigir qualquer coisa em seu nome. Se o drow tivesse um compromisso formal com governo, seriam regidos por essas individuas.  Em nível prático, entretanto, embora as sacerdotisas sejam líderes da sociedade drow, a igreja muitas vezes não tem o poder de tomar medidas drásticas sem o apoio das grandes casas nobres.  Matriarcas muito poderosas, às vezes, possuem tanto poder quanto a própria igreja. É importante também entender que a igreja não é uma entidade monolítica guiada por uma única voz ou um único objetivo. Ela é composta por um corpo de sacerdotisas, todas leais a Lolth e com a mesma autoridade para dominar ou conduzir a sociedade. Assim, uma sacerdotisa que queira punir uma casa por um problema pessoal, não pode reunir todos os recursos da igreja contra essa casa... A não ser que a casa tenha sido flagrada em um crime grave, como se voltar contra Lolth.
As casas nobres drows seguram a maior parte do poder econômico e militar da sociedade. Em algumas comunidades, algumas casas são até mais poderosas que a própria igreja (dirigindo as atividades das líderes religiosas). A sacerdotisa de uma comunidade pode, também, altamente classificada para ser a matriarca de uma grande casa (possuindo assim duas patentes importantes na sociedade). Cada casa está ligada às outras casas por uma teia de tratados, alianças, conflitos e traições.  Uma casa teria de ser demasiadamente poderosa para os outros tentarem se aliar, ou mesmo derrubá-la. Além disso, embora a igreja não tenha poder para derrubar uma casa sozinha, uma casa não possui recursos para se tornar inimiga da igreja. Muito do poder de uma comunidade vem das sacerdotisas drows, e uma casa que não consegue trabalhar com estas sacerdotisas, perdem o acesso aos canais de influência. Embora tal ocorrência seja rara, a igreja pode decretar que uma casa caiu na graça de Lolth, essencialmente, dando todas as outras casas a permissão e o incentivo a se rebelarem contra ela. Algumas casas são fortes o suficiente para resistir, até mesmo, a esse tipo de ataque, o que invariavelmente levam a uma diluição do poder da igreja numa comunidade. Uma casa muito enfraquecida fica susceptível a perder seu poder. Por isso é perfeitamente compreensível que nenhuma única casa conseguiu manter seus poderes por muito tempo.
O militarismo é a terceira instituição que, em algumas comunidades, poderia ser um corpo diretivo. Comunidades drows não formam exércitos permanentes, uma vez que isso exigiria um governo formal. Várias forças menores compõem a maior tropa de uma cidade drow. Estes consistem principalmente dentro das casas nobres, soldados da igreja, e organizações mercenárias. Na maior parte então, o ‘militar’ é a aplicação do braço de uma casa ou da igreja. Em alguns casos raros, no entanto, particularmente em comunidades envolvidas em guerras constantes, o militar assume uma autoridade própria. Seus generais, sob o pretexto de proteger a comunidade, usurpam a autoridade das matriarcas, tornando-se os membros dominantes da casa, ou pelo menos transportando autoridade suficiente das matriarcas. Generais de facções diferentes, tais como casas rivais, frequentemente criam crises militares para arrancar a supremacia de outras casas (e do sacerdócio, em alguns casos).
É interessante notar que a posição em uma unidade militar é a única autoridade que um drow macho pode vir a ter na sociedade. Portanto, a única forma de um drow macho subir ao poder é aplicando um golpe que torne o militarismo numa comunidade como corpo principal.

PSICOLOGIA DROW
A percepção de que um único drow vale a pena é determinada pela influência que ele exerce sobre a sociedade, e não simplesmente atitudes culturais, como psicológicas também. Um drow que não detém poder é uma falha aos seus próprios olhos, e isso mais do que qualquer coisa o impulsiona a um comportamento de submissão.  Na sua maior parte, os drows são movidos por uma trindade de emoções que existem, em diferentes graus, em cada membro de sua raça.
Orgulho: O que cada drow tem em mente, é que eles são um excelente espécime de uma raça superior, ou pelo menos deveriam ser. Os drows que obtêm poder, fazem isso porque são dignos. E os que carecem de autoridade, encontram-se ressentidos, se culpando e a outros indivíduos pelo seu fracasso. Um drow nunca esquece uma vitória ou uma derrota.
Raiva: Intimamente ligada ao orgulho, há uma corrente de raiva que atravessa toda a população drow. Eles são primais e instintivos, atacando com velocidade qualquer um que os ofenda. Uma drow demonstra seu valor destruindo um subordinado que ousou desafiá-la, um estrangeiro que recusou a subimissão ou um aliado que a traiu. Os drows são rápidos em recorrer à violência, e a vingança é um dos maiores motivos.
Medo: Eles não estão muitas vezes conscientes disso, e seria insultado se alguém viesse a sugerir, mas o drow vive cada dia de sua vida com um terror mortal. Eles temem suas mestras e sacerdotisas, temem a traição de seus subordinados, temem desagradar sua divindade, temem perder o poder e cair na desgraça. Esse medo gera uma paranoia e desconfiança que faz os drows orquestrarem esquemas em sigilo. Para toda a crueldade e poder deles, os drows são criaturas amargamente temerosas, sempre com medo de perder o que têm. Tudo que um drow faz decorre a partir de uma dessas três emoções, amparadas por pressões sociais.  E mesmo sua devoção fanática a Lolth é baseada no medo:
Medo de invocar a ira de sua deusa, ou medo de estar à deriva no mundo sem sua orientação divina...

·         Planejamento em longo prazo
Os drows, em média, têm uma vida mais curta do que os elfos da superfície, e isso se dá mais pelo fato de sua vida violenta, do que biologicamente falando.  Mas, mesmo assim, eles ainda vivem muito mais tempo do que muitas outras raças humanoides. Assim, o drow muitas vezes demoram a ter a visão do mundo que os humanos têm por exemplo. Considerando que esta visão de longa vida se manifesta nos elfos da superfície como uma falta de vontade aparente de tomar decisões, ou pouco senso de urgência, os drows procuram ser mais ativos, ao invés de agir lentamente. Os drows preferem espremer o máximo que podem de cada ano e, o que para os elfos da superfície pode levar dez longos anos, para um drow levaria um ano (tal como os humanos). Essa mentalidade faz com que os drows corram atrás de numerosos planos que possam vir a se concretizar por anos, ou mais. Muitos destes planos são frustrados pela natureza altamente emocional dos drows, que os permite se frustrarem às vezes. Mas um plano bem pensado e arquitetado pode render bons frutos para um membro na sociedade.
Todos os drows são intrigantes, mas nem todos são planejadores eficazes. Alguns planejamentos podem vir a durar décadas ou séculos, portanto os drows devem se manter pacientes o suficiente para conseguir o controle emocional necessário para cumprir seus esforços. Se um drow tem uma explosão de raiva em um momento inoportuno, pode antecipar as maquinações de seus rivais, jogando no lixo anos de planejamentos.

·         Interação dominante e submissa
Toda forma de interação entre os indivíduos da sociedade drow é hierárquica. Eles não possuem a capacidade para tratar outro indivíduo como um igual. Cada comunicação entre dois ou mais indivíduos, independentemente de seus propósitos, cai em um padrão dominante e submisso.
A menos que uma drow tenha motivos para acreditar no contrário, ela sempre se assume como dominante em uma discussão, e se irrita facilmente se os outros não se comportarem adequadamente. Se ela está falando com alguém que claramente possui um maior status, ela aceita o fato de que está numa posição submissa, mas de imediato começa a analisar formas eventuais de ganhar superioridade.
Isso não é algo que um drow opta em fazer, é simplesmente o que eles pensam. A noção de uma sociedade de iguais é inviável, e apesar dos drows não lidarem frequentemente com outras raças, eles aprendem a tolerá-los, desde que estes sempre cumpram suas tradições dentro de suas cidades.
Parte integrante desta noção são as ideias que eles têm a respeito de bondade e privacidade, ou mais precisamente, sua completa falta dos mesmos. Drow são impensavelmente cruéis e não atribuem valores aos seus subordinados. Da mesma forma, o conceito de privacidade é absurdo aos seus olhos. Um drow que não é forte o suficiente para manter seus assuntos em segredo, merece ser exposto e explorado.

·         Veneração aracnídea e rivalidade
Uma das maiores influências da cultura psicologia drow deriva das crenças religiosas. Normalmente os outros humanoides seguem divindades que também possuem a forma humanoide, já isso não acontece com os drows.
Eles são humanoides mamíferos, com necessidades associadas, mas reverenciam a aranha, uma criatura de predação. Eles são uma comunidade que procura se tornar um enxame. São um povo naturalmente emocional, que reverenciam uma criatura sem nenhuma emoção (isso sem falar na semelhança física que, por meio de rituais, muitas sacerdotisas adquirem).
 Estes conflitos de desejos influenciam muito na psique drow. Eles são, pelo menos, parcialmente responsáveis pela única medida de cultura de autoestima através do poder da autoridade. E é responsável também por grande parte da violência inerente à sociedade. Seu medo de sua deusa, sua vergonha por ser incapaz de viver plenamente, sua raiva do mundo ao seu redor, tudo isso pode, pelo menos em parte, traçados para uma veneração profunda. Não é de pouco tempo que, devido ao conflito e suas crenças religiosas e de sua própria natureza mental, cada membro da sociedade drow é, pelo menos, um pouco insano.

·         Instintivo ou cultural?
Uma questão da psicologia drow que nunca ocorre com o drow em si, mas é de grande interesse para os estudiosos de fora, é se todas essas atitudes são instintivas ou produto de uma cultura e educação. Acredita-se que, devido a influência de Lolth em incontáveis gerações de violência e intriga, as atitudes drows agora estão inteiramente inatas. Se uma criança drow for capturada para viver na superfície entre os humanos ou elfos, por exemplo, ela ainda sim crescerá manipuladora, calculista e violenta.
Outros sustentam, no entanto, que os drows não são diferentes das crianças abusadas. Eles perpetuam um ciclo de crueldade, e vivem num mundo cruel de ódio e ressentimento. Se esse ciclo pudesse ser quebrado, e eles fossem criados fora dos dogmas de Lolth, alguns argumentam que eles seriam indivíduos muito diferentes. Essa é a teoria mais aceitável, já que muitos drows renegaram sua raça e fugiram para superfície.

RELIGIÃO
Se a vida e cultura drow fossem acionadas por uma força única, esta seria a sua fé. Os drows são panteístas. Humanos veneram diversas divindades igualmente, elgos reverenciam Corellon acima do outros (mas seu panteão está repleto de outras divindades), já para os drows há apenas Lolth.
Isto vem como uma surpresa para os estudiosos que acreditam que o panteão drow é repleto por diversas divindades. No caso de Forgotten Realms, por exemplo, existem entidades como Ghaunadaur e Vhaeraun, mas não importa o quão fortemente elas sejam, um drow pode até reverenciá-los, mas sempre serão secundários na melhor das hipóteses. Somente Lolth se destaca no coração de cada drow, as outras entidades não passam de suas sombras.
A pratica religiosa não é uma atividade voluntária entre os drows. A adoração a Lolth é impiedosamente imposta, exigindo a participação em seus ritos e muitas vezes punindo transgressores com sacrifícios. As sacerdotisas raramente se veem no caso de tomarem essas medidas, mas o culto a Lolth é tão enraizado na cultura drow, que a maioria topa participar involuntariamente de tais sacrifícios, como uma espécie de reverência a sua deusa.

·         Ritos e rituais de Lolth
Como seria de se esperar de uma sociedade tão violenta e voraz, os ritos sagrados de Lolth são brutais e sangrentos. O sacrifício é primordial, mas não é o único meio de adoração em rituais. Drows não adoram por amor, mas por medo, e sua fé exige que seu medo se espalhe para os outros.
Orações: As orações são sempre proferidas na língua do subterrâneo. O drow frequentemente ora antes de entrar em uma situação de perigo, começando um planejamento, ou simplesmente se preparando para um dia de trabalho. Ele não pedem ajuda a Lolth para concluir seus objetivos, pois pedir a Lolth é um sinal de fraqueza e um insulto. Em vez disso, as orações para Lolth são pedidas como testes, de modo que o peticionário possa exibir sua força e habilidade. “Ellyia Lolthu”, em élfico “Teste-me Lolth” está entre as frases mais comuns proferidas em orações.
Ritos menores: Uma individua pode executar um rito menor, quando estiver comemorando uma vitória pessoal e quer pagar a Lolth o que lhe é devido. Mais do que uma simples oração, esses ritos normalmente envolvem alguma forma de sacrifício como vinho derramado, riquezas queimadas, ou uma pequena de sangue próprio derramado. Tais ritos exigem um símbolo sagrado de Lolth e um livro de adorações. Eles incluem recitação de orações longas pedindo para que Lolth aceite os presentes oferecidos. Ao contrário de orações, que muitas vezes são pronunciadas em público, os ritos menores são atividades pessoais. Eles raramente envolvem mais de um drow.
Ritos principais: Os drows realizam dois tipos de ritos importantes para Lolth, e ambos envolvem a participação de vários indivíduos e sacrifício de sangue. O primeiro é conduzido como uma cerimônia com orações e cantos, normalmente perante a um grande altar ou dentro de um templo. Ocorre pelo menos um sacrifício escravo (seja drow ou não), e seu sangue é derramado para alimentar a aranha rainha. No segundo é um concurso entre as sacerdotisas, ou entre outros drows poderosos, que visa provar o merecimento da graça de Lolth. A maioria destes eventos incluem combates diretos tanto de corpo a corpo, quanto de conjuração.  Os perdedores que sobreviverem são, muitas vezes, rebaixados, humilhados, mutilados ou transformados em criaturas horríveis (como driders) pela ira de Lolth.

OS SERVOS DE LOLTH
O sacerdócio drow é incomum, porque não é inerentemente fiel ou zeloso em seu culto. Quase todos os drows veneram Lolth, porque entendem as consequências se fizerem o contrário. A igreja de lolth é um refúgio para a sociedade devota, e um caminho confiável para o poder. O sacerdócio é o meio mais seguro para o avanço drow. E, como o sacerdócio raramente aceita drows de castas baixas, elas acabam tentando subir através das casas nobres com mais frequência. Mesmo assim a vida de uma sacerdotisa não é fácil. A igreja não só conduz ritos e rituais de Lolth, como também servem como a cola que tenta manter as casas nobres unidas. Seus membros devem ser fortes e impiedosos. E, talvez o mais difícil de tudo é moderar seus próprios esquemas e considerar as necessidades da igreja como um todo. Isto não significa que as sacerdotisas drows não planejam nada para alcançar suas próprias ambições à custa dos outros.  Na verdade, o sacerdócio é mais preenchido com lutas e segredos que todas as casas nobres juntas.
As sacerdotisas compreendem, contudo, que embora Lolth favoreça o avanço do próprio poder, ela também deseja que a raça prospere. E uma sacerdotisa, cujos regimes pessoais possam enfraquecer a comunidade, rapidamente se vê caindo em desuso com relação aos dogmas de Lolth.

·         Tornando-se uma sacerdotisa
Para tornar-se uma sacerdotisa, uma drow deve atender a dois requisitos específicos (drows machos não são aceitos no sacerdócio, na melhor das hipóteses podem ser um servo favorecido da sacerdotisa).
Em primeiro lugar, ela deve mostrar aptidão com a magia divina. Cada sacerdotisa deve ser uma clériga, ou qualquer outra classe divina (como privilegiado). Em segundo lugar, uma aspirante a sacerdotisa, deve se submeter a muitos testes para Lolth. A interferência externa nesses testes é proibida. Sacerdotisas que, normalmente veem seus postos sendo comprometidos por aspirantes, sabotam os esforços da iniciada. Se for descoberta, a sabotadora será punida severamente.
Uma vez que se tornou uma sacerdotisa, um trabalho muito árduo ainda vem pela frente. É exigido um esforço constante para provar a lealdade a Lolth, para exercer controle sobre os outros drows, e para tirar vantagem da fraqueza dos outros. O melhor caminho para promoção no sacerdócio é o assassinato, furtivo, de um membro de maior posição. Combinado com os requisitos para sobreviver aos testes de Lolth, este clima de traição faz com que a vida de uma sacerdotisa seja relativamente curta.

·         Testes de Lolth
Só os fortes podem ser autorizados a prosperar, os fracos devem ser abatidos. Este é um princípio central da cultura drow, e um conceito primário de Lolth. Para melhor gatantir que só os fortes obtenham êxito, ocasionalmente, suas habilidades são testadas. Muitas drows normalmente nunca recebem tais testes (ocasionalmente os que possuem vidas mais banais).
Na maioria dos casos, fracassar num destes testes pode resultar na morte. E, na minoria das vezes e pior das hipóteses, são transformadas em driders (uma criatura híbrida grotesca). Até recentemente, os drows têm evitado e odiado as driders, vendo-as como falhas e sinais de desprazer a Lolth. Com tudo, esse quadro vem sendo revertido com o passar do tempo... Os testes mais comuns estão descritos abaixo:
O teste de lealdade: Sob o comando de Lolth, a aspirante ao sacerdócio deve assassinar um aliado. É alegado a aspirante (verdadeiramente ou não) que este aliado traiu a palavra de Lolth e merece a morte.
O teste de força: Este teste é um simples combate contra um rival drow ou uma criatura de potencial igual ou maior. A derrota, ou a misericórdia para com o inimigo resultam em fracassos.
O teste da mentira: A aspirante deve manipular certos indivíduos, revelados pela voz de Lolth. Ela deve fazê-los acreditar em tudo que será dito, e continuar a fazendo mesmo sob tortura.
O teste de vigor: A drow é confinada em um espaço pequeno coberto de aranhas venenosas. Ela deve se libertar sem prejudicar nenhuma aranha do enxame, e sobreviver a suas picadas venenosas no processo.
O teste da dúvida: A drow é despojada de todos os seus poderes, incluindo suas habilidades raciais. Esta degradação pode até mesmo incluir a aquisição súbita de níveis negativos. Em alguns casos, a drow é até mesmo transformado numa drider, como se já tivesse falhado no teste. A drow deve, não só sobreviver, como prosperar em seu mais novo estado sem perder a fé em Lolth (isso pode durar meses). É nesse processo em que, muitas das vezes, as sacerdotisas adquirem níveis de ladino.

·         A hierarquia do sacerdócio
A igreja de Lolth carece de camadas de fileiras e denominações oficiais, e os títulos variam de comunidade para comunidade. Três títulos são comuns entre os drows, embora mesmos estes estão longe de serem universais.
Uma anciã, sacerdotisa experiente, ou poderosa, muitas vezes é chamada de ‘mãe’ ou ‘reverenda’.
Uma sacerdotisa de idade moderada, experiência e poder, muitas vezes são chamada de ‘filha’.
Todas as outras são simplesmente chamadas de sacerdotisa, ou as vezes possuem o título honorífico de  ‘Thezildra’.
Uma subordinada não assassina sua superior para receber seu determinado título, vai além disso. Ela assassina sua superior para subir mais um degrau no poder. Nesse sentido, a igreja não é tão diferente do resto da sociedade drow. O poder de uma sacerdotisa é tão potente quanto sua capacidade de forçar os outros reconhecê-lo. 

·         Os deveres do clero
A igreja de drow não é um santuário para os momentos de dificuldade, mas uma casa com autoridade. As funções das sacerdotisas são duas. Uma delas é se responsabilizar por liderar os rituais exigidos pela aranha rainha, embora qualquer clérigo de lolth pode conduzir orações e ritos menores, apenas uma sacerdotisa pode conduzir ritos grandes com sacrifícios.
Sua segunda função, estreitamente relacionada com a primeira, é impor a adoração de Lolth. Sacerdotisas têm autoridade para exigir participação em ritos de Lolth e cobrar punição para aqueles que se recusarem a participar. Os drows raramente sacrificam um deles, normalmente escolhem escravos ou prisioneiros, uma vez que Lolth prefere o sabor dos outros.
Além disso, as sacerdotisas não possuem deveres rigorosos. Algumas delas realizam várias cerimônias sociais, tais como casamentos, mas normalmente isso é feito como uma troca (eventualmente reembolso) com outro drow poderoso. Elas muitas vezes servem como líderes em tempos de crise ou guerra, mas esses papéis são igualmente preenchidos, muitas vezes, pelas matronas das casas nobres. Sacerdotisas, quando não desenvolvem ritos para sua rainha, estão empenhadas nos mesmos tipos de esquemas que os outros drows.
Elas possuem recursos valiosos como o mandato divino ou seus aliados poderosos para se empenharem aos seus esquemas.

AS CASAS DROWS
A igreja de Lolth pode ser a principal força na cultura drow, mas certamente não é a única. De pé, ao lado do sacerdócio estão as grandes casas. Essas instituições monolíticas são as que mais se aproximam de um governo. Em alguns aspectos, poderia até se dizer que as casas não são comunidades físicas apenas, mas verdadeiras representações da nação drow.
Outras raças que estudam a cultura drow muitas vezes ficam intrigadas pela aparência externa das casas. Ao contrário do sacerdócio de lolth que tem pouca semelhança com as construções da superfície, as casas lembram construções de verias dinastias (casas nobres humanas, élficas e até mesmo anãs).

·         Estrutura e composição
Para entender perfeitamente as casas drows, deve-se primeiro entender como elas são estruturadas. Com poucas exceções, cada casa governada por uma única drow poderosa. Ela é normalmente conhecida como matrona ou matriarca. Um grande numero de matronas também são sacerdotisas de lolth, levando a um esbatimento das distinções entre a potência da igreja e da casa.
Nem todos os clérigos de lolth são membros do sacerdócio. E este fato torna-se importante quando se estuda a natureza das casas drows. Embora apenas algumas matronas venham a ser sacerdotisas, quase todas são clérigas de lolth. Juntamente com suas parentes próximas (sempre sexo feminino).
Os membros da casa, mais próximos da matrona, são uma família literalmente falando, constituída por relações de sangue. É a partir dessa família que surgem autoridades como professores, conjuradores, líderes militares, comerciantes influentes, etc. É bastante provável que nos primeiros dias da história drow, estas famílias eram a totalidade das casas.
Isso não é mais o caso. Todos com laço de sangue ainda fazem parte da casa, mas membros que não fazem parte da família também podem ser anexados a casa, desde que a matrona concorde com isso. Não é feito casamento ou laços de sangue, se uma casa vê vantagem política em afirmar um indivíduo ou grupo como membros, e estes aceitam, já é o suficiente. Estas ‘adoções’ envolvem rituais e cerimônias, para mostrar a comunidade que a casa aceitou novos membros. Estas exposições não são essenciais.
Muitas casas influentes exercem em diversas comunidades. Por exemplo, a casa Eilservs no auge de seu poder, teve habitação de membros de sua família em quase toda a cidade. Ainda hoje, embora sua estrela brilhe vagamente, a casa ainda é representada na grande maioria das comunidades. Algumas grandes casas possuem milhares de membros e têm populações maiores que grande parte das pequenas cidades drows.
Em muitos casos, ter mais do que uma requerente ao título de matrona, pode levar a uma guerra civil dentro da cidade. Ver detalhe abaixo...

·          Autoridade
Porque as casas seguram tanta potência. Os drows não possuem governos formais ou organizados, por isso não são ditadas as leis que permitem aos drows governas industrias, distritos ou até mesmo comunidades inteiras. Pelo contrário, o poder político e social de uma casa é em grande parte autoperpétuo.  Os que tem direito a tais posições de prestígio como militares, generais, comerciantes etc., são os membros das próprias casas. Inclusive os comerciantes muito poderosos têm a palavra final sobre o comércio que entre e sai das cidades (isso inclui escravos), ou controlam rotas comerciais importantes.
Conforme uma casa fica poderosa, ela faz sua potência. Ela torna comerciantes influentes, ganhando influência na vida econômica da cidade. Ganha mais soldados, sacerdotisas, mais drows poderosos para por em prática suas exigências. É um método simples de silogismo irrefutável: Os membros de uma casa têm poder, e precisam cooperar sob a influência da matrona. Portanto, a matrona tem todo o poder sobre seus subordinados.
Uma casa moderadamente poderosa pode influenciar o comportamento de uma comunidade inteira.  As verdadeiramente poderosas podem desafiar outras casas, ou até mesmo o sacerdócio. Se bem-sucedida, seus membros podem impor o controle que desejarem. Apesar da natureza caótica daqueles que dominam. Esta oportunidade, claro, é tudo que um drow sonha em conquistar ao entrar numa casa, mesmo que isso signifique uma vida de politicagem constante, traição, sigilo e paranoia.

·         Interação
Os poderes das casas drows aumentam e diminuem ao longo dos anos. Elas detêm poder e autoridade, mas com isso também devem lidar com a interação do resto da sociedade.
Outras casas: As casa interagem umas com as outras exatamente como um indivíduo drow interage com outro. Uma grande casa pode se aliar com outra; se envolver em um conflito econômico com outra; conspirar para enfraquecer outra; ordenar o assassinato de uma sacerdotisa que se aliara a outra. Essas maquinações e manipulações ocorrem constantemente. Assim como um indivíduo drow não pode esperar para avançar na sociedade e estabelecer autoridade sobre outro, as casas têm que trabalhar constantemente para se manterem no topo.
As alianças entre as grandes casas são geralmente questões de conveniência política, militar ou econômica. A maioria são de curto prazo, durando apenas até as casas envolvidas terem atingido seus objetivos. As casas estão sempre dispostas a traírem suas aliadas se isso render-lhes uma vantagem. Isso pode gerar uma guerra civil. No entanto, tais alianças podem durar gerações, ou até mesmo resultar na fusão das duas casas numa única entidade.
O Sacerdócio: As atitudes de uma casa para com a igreja de Lolth dependem muito do poder que a casa detém. Se a matrona da casa, por exemplo, for também uma sacerdotisa, a casa pode atuar como um braço político da igreja. Ou então a matrona poderia jogar nos dois lados do campo, utilizando seus poderes para esmagar seus inimigos.
Na maioria dos casos, a demarcação sólida entre a igreja e as casas existe. Embora uma casa possa vir a ter uma rivalidade aberta com outra, qualquer conflito com o sacerdócio é sutil e dissimulado. Em algumas cidades há casas tão poderosas que nem a igreja pode se mover contra ela, já em outras, o sacerdócio tem tanta autoridade política que nenhuma casa pode contestá-lo. Na maioria dos casos, o balanceamento de poder causa a aliança entre das duas instituições. Uma casa não pode declarar uma rivalidade aberta ao sacerdócio, por medo de que a igreja possa declará-la um traidor de Lolth, e consequentemente voltar todas as casas contra ela.  Por outro lado, a igreja depende das mercadorias e da influência econômica das casas. Além disso, se o sacerdócio se voltar contra uma casa e falhar, ele perde toda a credibilidade aos olhos da comunidade, e jamais poderá mostrar sua força de novo.
Interações internas: Drows são drows, e a face monolítica e inquebrável que as casas tentam mostrar, é uma fachada fina que serve para cobrir o fervilhão de traições que ocorre por baixo. As casas representam o ápice do poder para os drows, e cada membro da casa quer ser o único controle desse poder. Várias parentes das matriarcas tramam mentiras, fraudes e assassinatos para se tornarem a próxima matrona. Elas passam por cima de qualquer um para receber atribuição ou um simples reconhecimento.
Para manter sua influência, tanto sobre a comunidade, como sobre seus próprios membros, as casas estabeleceram códigos de comportamento. Uma casa pode seguir uma hierarquia baseando-se na antiguidade de seus membros. A casa, também, pode determinar um regime de treinamento e educação para os jovens, utilizando-os para reforçar as necessidades da própria família. Pode até mesmo ter leis específicas proibindo membros de se dedicarem a certas atividades: Assassinatos durante os tempos de guerra, cooperação com outras casas, projetos pessoais e etc. Se uma casa tem quase o controle total de uma cidade, ela pode aplicar tais leis para os outros distrititos (é obvio que muitos membros não vão seguir essas tradições). No entanto, os regulamentos continuam em vigor, e as punições para violação são cruéis. Tortura, execução e exílio são opções viáveis. Resumindo, as tradições das casas são muitas vezes a coisa mais próxima que a comunidade Drow tem de um governo ou código de leis.

·         Deveres e Benefícios
Em termos mais simples, uma drow que pertença a uma grande casa é obrigado a fazer o que a matrona ou outro membro do alto escalão da casa exige. Dependendo da situação, ela pode ser incubida de empreender uma viagem, entregar uma mensagem, construir um item, ou até mesmo se casar com um aliado político. Ela pode, naturalmente, recusar, mas certamente será punida por desobediência. Em alguns casos os membros de uma casa podem ser derrubados ou substituídos por não possuírem poder e lacaios o suficiente.
Uma casa drow tem estruturas suficientemente eficientes para não precisarem atribuir tarefas a indivíduos aleatórios. Um membro da casa é exigido pela sua posição. Um guerreiro, por exemplo, é responsável por ensinar a arte de combate aos mais jovens em tempos de paz, e a soldados da casa em tempos de guerra. Um clérigo deve se assegurar que todos os membros da casa são devotos a rainha aranha. Um mago deve estudar novas magias, criar itens para usos residenciais, ou lançar feitiços contra inimigos internos, dependendo de suas áreas de especialização e do clima político atual. Mesmo os caçadores e aventureiros também podem buscar esforço na casa.
Lojistas e vendedores vendem mercadorias importadas para a comunidade, por interesse mercantis da casa. Soldados praticam para o dia em que serão obrigados a se deslocar contra inimigos de sua casa. Casas drows são pragmáticas, e atribuem aos seus membros responsabilidades baseadas principalmente nas suas capacidades. Colocando-os onde eles poderão fazer seu melhor.
Em algumas casa, uns drows deve apenas se dedicar pouco tempo as mesmas, quando for solicitado, caso contrário é deixado inteiramente aos seus próprios dispositivos. Outras casas exigem que seus membros trabalhem para ela a todo momento, permitindo-lhe pouco tempo para que possam trabalhar individualmente. As casas mais poderosas inclinam-se para a ultima opção, fazendo pleno uso de seus recursos disponíveis, essas casas também travam lutas internas políticas com mais frequência. Afinal, se é preciso gastar todo tempo trabalhando para casa, deve-se também ganhar por isso.
Embora as obrigações decorrentes das casas sejam substanciais, os benefícios também são. As especificações variam de casa para casa, assim como os deveres, mas certas vantagens são bastante comuns. Todos os drows respeitam ou temem o poder das casas, por isso as mesmas fornecem aos seus membros a vantagem da interação social e bônus em perícias. Drows pensam duas vezes antes de sabotar ou assassinar um membro de uma grande casa, por medo das represálias. Embora a casa exija uma parcela de renda de seus membros, ela também fornece suprimentos e equipamentos para atividades da casa sob mandato, ou até mesmo para uns esforços individuais. O mais importante, a casa pode fornecer outros recursos como a sabedoria antiga, inteligência, soldados ou outros assistentes. Alguns membros podem fazer pedidos extras para o alto escalão da casa, dependendo da influencia do membro lá dentro.

UMA PALAVRA FINAL SOBRE A SOCIEDADE DROW
Até este ponto, alguns de vocês devem estar se perguntando como a sociedade drow tem sobrevivido. Como pode uma cultura sádica, propensa a traições e brigas internas, desprovidas de códigos morais ter sobrevivido por gerações sem se obliterar? A verdade é que não pode. A sociedade drow é totalmente inviável. Por tudo que fazem já deveriam ter se assassinado e caído no esquecimento.
É apenas a vontade da deusa Lolth que impede essa circunstancia de vir a tona. A rainha aranha gosta de sadismo, crueldade, traição e assassinato. Combina com ela a sua sociedade continuar desta forma, pois assim continuam fazendo a sua vontade. Se uma única casa, uma única família, um uma única drow cresce tão violenta e perigosa que ameaça a derrubar toda uma comunidade, Lolth envia seu descontentamento as sacerdotisas locais. Elas, por sua vez, movem-se para esmagar a encrenqueira, convocando até ajuda de outras casas. Estas casas normalmente aceitam com felicidade a aliança com o sacerdócio.
A rainha das aranhas não é uma deusa sutil ou paciente, no entanto, ela incentiva a intriga, o derramamento de sangue, mas ela cresce contra os drows que ameacem destruir sua sociedade. Estes drows normalmente recebem visões ordenando-os a cessarem suas habilidades destrutivas. Se mesmo assim negarem, alem de serem despojados de seus poderes, sofrerão a ira divina da Rainha aranha.

4 comentários:

  1. muito legal o material, parabéns

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  2. Cara, pensando de forma ao esforço pessoal, nem os anões, nem elfos claros, nem humanos são tão obstinados com o aprimoramento proprio. Eu sou um Drow de alma e acho que mesmo que de uma forma cruel, a criação de um Drow resulta, muitas vezes em um individuo extremamente poderoso, sentrado, obstinado e que muitas vezes consegue o que quer. Texto otimo, parabens !

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  3. Hoje apareceu Lolth na Caverna do Dragão!! Antes de ser Deusa dos Elfos Negros ela trabalhava pro Vingador?

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  4. Cristiano,
    Não mais do que o vingador pertence ao mundo de forgotten realms.

    Aquela poderia ser considerado um espectro de Lolth em um dos "multiversos" de Deungeons and Dragons.

    Lolth antes de ser a "deusa aranha", era a mais bela elfa do Seldarine, esposa de Corellon o senhor dos elfos e mãe destes.

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