quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Narrando -Prólogo - A Vingança do Proscrito negro


   O formoso elfo Meeliac corria rapidamente até o centro da cidade dourada das antigas eras adormecidas. Era lá onde os sete jovens de destinos épicos os esperavam, após passaram por vários anos a busca das sete armas sagradas que colocariam o mundo em perigo se caso caíssem em mãos erradas. Meeliac  segurava a lança dos cem destinos em suas mãos. Fora conseguida em uma extrema procura nas montanhas dos lobos tontos e presas de ouro. Após uma árdua luta com uma lobisomem alfa de sua matilha, o jovem
elfo arqueiro conseguia sua parte da cruel missão e inevitável destino. O crepúsculo cobria o céu vasto de todo o reino. O Suor descia corpo abaixo do elfo, fazendo as gotas brilharem como cristais e o cabelo do herói esbanjar inveja até as mais vaidosas mortais. Meeliac consegue chegar a tempo, os outros jovens estavam na entrada do castelo do anão doido, o próprio rei do estado. As armas estavam posta frente ao castelo. Todos comemoravam as suas incríveis buscas, o bardo recitava sua litania de sempre com todo o seu excêntrismo, o velho bárbaro repetia seus feitos varias vezes seguidas, enquanto a mulher de manto desancava sua mente em meditação. Meeliac chorava de alegria, todos estavam bem e com as sete armas sagradas que poderiam colocar o mundo em perigo se caso caíssem em mãos erradas. Suas lagrimas brilhavam como o próprio crepúsculo... Ele estava feliz por mais uma vez ter salvado o...
- Mais que historinha mais besta essa. – disse o pequeno gnomo. Fechando o livro de crônicas antigas, em seguida. – Vou tomar alguma cerveja na taverna onde os boatos correm como bruxaria, pode ser que tenha um bardo bêbado que me conte algo mais formidável do que sete heróis e sete armas sagradas e um mundo de inimigos burros que só pensam em matar.
   Frungth, o gnomo, guarda o livro presenteado de um amigo Halflings de épocas de grandes aventuras. Sai de casa levando consigo algumas moedas e um caderno em branco. Queria ele mesmo criar uma própria crônica. Onde todos pudessem gostar e levarem com os oitos ventos para outros principiados.
A pequena criatura vagava pelas ruas escuras, até se defrontar com a Taverna mais famosa de todo o reinado. Taverna de Roosevelt: Onde os boatos correm como bruxaria. Ele adentra o barulhento e fétido ambiente. Homens apostavam disputas de bebidas, enquanto outros atiravam facas em alvos móveis e imóveis. Meretrizes rodavam o salão a procura de homens ou mulheres que necessitassem de seus serviços. Frungth caminha esnobando tudo aquilo. Não havia tantos lugares pro pequeno sentar-se. Porem, a visão aguçada do humanóide anão lhe denunciou um alto banco na recepção do bar. Em frente a um balcão. Um enorme Golias recepcionava com ofertas de seus melhores Drinks e seus cardápios de sopa como; a do sapo do campo ao grilo do lago doce ao contrario e entre outros do seu cardápio exótico. O gnomo leva algum tempo pra sentar-se no banco, teve de escalar o acento de madeira. Após conseguir repouso, comunica que começaria sua bebedeira com uma pacata cerveja. O Golias com tamanha presteza lhe atende comunicando ao bardo local para que tocasse uma nova canção, agora para todos dançarem até caírem. A musica animada toma o recinto.
- Ao menos a musica aqui é boa. - Retrucou o Gnomo.
- A ingenuidade dos tolos também. – Arrebatou, uma voz rouca e serena ao lado de Frungth.
O jovem gnomo observa antes de degustar do primeiro gole que já ia de encontro aos lábios salientes.
Frungth havia observado tudo a sua volta ao entrar naquela taverna, sequer havia percebido aquele homem que lhe direcionava a palavra agora. Vestido com mato roxo escuro e capuz jogado a frente. Ocultando por completo sua face.
- É bom mesmo que dancem e cantem agora. – disse, o ser encapuzado. - Pois, em breve só haverá tristeza e dor nesse estado, e em seguida em todos os reinos.
Frungth se apavora, bebe de um só gole toda a porção de cerveja, limpando o bigode feito pela bebida com as costas das mãos, ele tenta um dialogo:
- Você só deve ser um bufão mesmo, Né!? Pra estar falando estas asneiras, pior, deve ser um ator fracassado, por que ninguém o percebeu. – Frungth pede mais uma caneca de cerveja.
   O ser que ainda extático gira o pescoço em direção do gnomo. E exibindo estonteante fundo negro da face, ele começa a falar:
- Quanto ao fato de me verem, você está certo filho de Moradim. Você é o único. Hoje será uma grande noite, para todos desse principiado e principalmente pra minha monarca Lolth.
- Lolth? – Indagou, Frungth. Inquieto, agora. Já ouvira falar dessa divindade.
- Os tolos de minha terra sofreram por terem destruído minha casa e me acusarem de louco e mandado me a superfície. Hoje, junto de meus aliados profanos, provarei ao mundo e a mãe Lolth o meu valor. Eis de lembrar-se disso, pequeno.
Esse homem deve estar louco mesmo, se algum paladino de Kondor, ouvir ele falar de profanação, ele será partido ao meio e dado de comer as hienas do norte,  Pensa, Frungth.
- Você deve ser louco mesmo, rapaz. Ou bebeu demais, melhor ir pra casa e repensar no que anda falando por ai. Já vi muitos mentirosos pagarem por tamanha língua e agouros em suas palavras. – disse, o jovem Gnomo.
- Quando ver seu povo em tamanha dor e os males da grande aranha, terá certeza que o que falo é pura verdade, caro ser insignificante.
Frungth se irritou com a ofensa, tenta chamar a atenção do balconista. Porem, seu pequeno antebraço cabeludo é segurado pelo ser. Frungth se arrepia quando percebe que a mão do homem era de cor cinza e suas as unhas eram negras. E aquilo não parecia ser maquiagem e tampouco algum feitiço da escola arcana. O homem ou ser, era tão real quanto o inicio de sua tontura.  O gnomo olha com olhos esbugalhados pra aquilo que agora com toda aquela ladainha poderia chamar de elfo do subterrâneo ou simplesmente de DROW.
- Não adianta criatura, todos estão enfeitiçados e não podem ver o feitiço da mãe aranha. Só você, por que entrou por ultimo aqui, e por que agora será o motivo de permanecer mais um tempo aqui nesse maldito e infeliz lugar.
Escute o que lhes direi anão, pois quando morrer levará consigo a melhor historia dos contos verídicos élficos.
   Frungth estava quase colocando a cerveja pra fora de seu pequeno estomago, faria isso por um lugar indesejado. Embora, sentisse medo, a curiosidade em escutar aquele ser lhe contar algo, era ainda maior.
- Conte- me logo. Serei todos ouvidos.
O Drow solta o antebraço de Frungth que massageia em seguida e espera o documentário.
- Deixe te dizer o que meu próprio povo fizeste comigo:
Há oitenta anos o povo do subterrâneo, dividido em dez casas Drow’s, decidiram quebrar e aniquilar uma casa. Os jogos de política, magia e guerra passaram a serem mortais. A monarca Lílian da casa Drunghyn ordenou que a casa mais vulnerável fosse destruída. Minha casa a Norquia fazia parte da maior em artes marciais e arcanismo. Porem, um líder xamã aliado de Lílian fez com que meu povo fosse destruído impiedosamente.Ele tramou ardilosamente um perfeito injurio contra minha casa.  Achei que meu povo fosse forte, entretanto minha casa era fraca. Todos morreram, e eu sobrevivi e o Bruthl, o Xama cretino me mandou embora do subterrâneo acusando de loucura e deixou parar morrer por outras mãos. Carregaria o fardo da vergonha de nossa derrota.  Agora após quatro eras eu estou no ápice da minha vingança, destruir todas as casas e junto de Lílian construir uma nova e vindoura casa pra nossa raça.
- E... e como irá fazer isso senhor...? – indagou o Gnomo.
O Drow gira o olhar para Frungth.
- Como um cidadão do seu estado, deve saber dos setes reis, Sim, sim, aqueles que possuem as pedras que fazem essa terra da superfície ser como é. A pedra dos mares, do céu, fogo, luz, floresta, metal e das trevas. Estou com algumas delas jovem e hoje a noite, aqui nessa cidade irei tomar a pedra da luz.
   Frungth empalideceu. Coloca a mãos na cabeça e questiona desesperado.
- Você irá roubar Amanda? A filha do rei e irmã do príncipe João?
O Drow nada responde, se ergue e parte em direção da saída. Frungth corre ainda a fim de segui-lo, porem, tarde demais. A criatura trevosa se transformara em nevoa e não mais dava pra se distinguir.
***

   Frungth terminava de escrever tudo que ouvira na ultima noite. Já sabia onde iria com aquela historia. No amigo Hobbit. Talvez ele soubesse onde conseguiria ajuda. As ultimas palavras de Frungth partir, foram as que o Drow deixou escrita no balcão da taverna.
“As pedras e os seus poderes me deram grandes exércitos, mas, se quiser descobri jovem criatura venha em meu mundo, onde a luz jamais será vista por natureza. Tenho certeza que nenhuma pedra será a mesma e tampouco sairá do lugar”.



 Colaborador do mestre veterano
Felipe - "O Toreador"

E- mails : Felipe.zefiros@gmail.com
Zephiros65@hotmail.com
Facebook : https://www.facebook.com/profile.php?id=100002860521515

Narrador
Especialidade : Mundo das trevas
Fortaleza / Ceara / Conjunto Esperança

3 comentários:

  1. Seria uma bela crónica essa, onde os boatos correm como bruxaria na taverna de Rusevelt. kkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De: Felipe Marinho...
      Seria sim uma bela aventura, meio dark, e com certeza com muita escuridão.
      Quanto a taverna, vou nem citar... kkkkk

      Excluir

Complementando a leitura

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...