quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RPG: Estilo de vida

Poucos chegam, mas muitos se vão, pois o conceito geral em relação ao jogo é estranho para o público de modo geral, para muitos é "perda de tempo", "coisa de criança" e para os mais tapados, "coisa do demônio". Em um país onde a população não tem o costume de ler, criando uma juventude alienada, não é de se espantar que o jogo não faça muito sucesso. Somos um público de nicho, sempre fomos, como bem disse o Marcelo na entrevista que fizemos com ele e muito provavelmente sempre seremos...bem, é uma pena, não sabem o que estão perdendo, pois não adianta explicar-lhes, tem que mostrar na prática como funciona, fazê-los jogar por algumas horas e fazê-los viajar pelo terreno desconhecido das suas imaginações, mostrando-lhes o prazer de uma boa partida!

Guiado pela minha imaginação, conto histórias e interpreto personagens em mundos fantásticos que ganham vida diante diante do compartilhamento de experiências e muita criatividade!

RPG forever!




terça-feira, 6 de novembro de 2012

O icone chamado Tarrasque

Quem joga RPG  a alguns anos, principalmente quem joga D&D, conhece esse nome que é temido até pelo mais valente dos aventureiros medievais. O Tarrasque traz certas peculiaridades que o tornam especial, pense nele como o "Chuck Norris" do livro dos monstros, uma lenda invencível!



Ele está no catálogo de monstros do jogo desde a primeira edição, sendo feita a sua primeira aparição em 1983 no Monster Manual II. Mesmo hoje, com o lançamento de criaturas mais poderosas, com poderes épicos, o Tarrasque manteve-se como a criatura mais temida, seja pelo seu poder fabuloso de regeneração, ou pelo fato de já ser um clássico entre os jogadores, a questão é que na época em que ele foi idealizado, ele era a criatura mais temida que os jogadores poderiam enfrentar e como foi mantido em todas as edições do jogo, mante-se a tradição.

Como a Wizards of the Coast usa diferentes cenários para ambientar as suas regras, em um deles que não é tão conhecido, Spelljammer, em uma das edições do cenário, mostrava um planeta habitado por Tarrasques que viviam em equilíbrio na natureza e comiam pedras, mas quando ele era tirado do seu habitat e levado a um outro plano, seja lá por qual motivo for, ele se tornava incontrolável, destruindo tudo e todos que via pela frente. A empresa nunca trouxe a público nada referente a uma origem oficial sobre a criatura, mas deixou ganchos de idéias espalhados pelos seus cenários.

Pelos menos nas minhas campanhas, ele sempre será a besta mais temida, caso eu deicida colocá-lo na história, tudo bem que temos monstros muito mais fortes em outros suplementos, mas nada que algumas adaptações não resolvam, afinal de contas, não é a Wizard of the Coast que manda na minha mesa, sou eu! xD...

E no seu jogo, já teve algum Tarrasque triturando a galera?










segunda-feira, 5 de novembro de 2012

HUMORPG - Vózinha apelona!

Ragnus, o Ranger maluco deseja uma boa noite a todos!

Alguem ai conhece jogadores apelões?

 Falando nisso... Já ouviram o podcast 2 do mestre veterano?

CrossoverCastRpg_02 - Os tipos de jogadores  >

http://migre.me/bBim3

Gostou? curta e compartilhe a page do mestre veterano >
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Dica de: Rodrigo




domingo, 4 de novembro de 2012

Tilos – Antigo mestre espadachim- Parte 2


Naquela noite resolvi tomar um vinho numa taverna próxima de casa. Fazia sete anos desde que a Garota deixou meu agora vazio pátio de treinamento e minha casa. Ouvi notícias de assassinos da região que apareciam mortos, mas nunca ninguém soube quem fez o serviço. Eu sabia que era ela quem os matava. Eu estava sozinho na minha mesa quando ela se sentou a minha frente. Havia se tornado uma bela mulher, porém a expressão de tristeza ainda era evidente em seus olhos. Ela me olhou e disse “Encontrei a doença que matou meus pais. E só queria lhe avisar”. Eu fiquei sem reação. Ela se levantou sem mais nada dizer. Quando passou pela porta me deu um último olhar. Eu me levantei paguei minha bebida e a segui.
Até hoje não sei dizer se ela sabia ou não que eu a seguia. Eu tentava me manter nas sombras e ficar distante. Ela em nenhum momento olhou para trás. Seguiu com passos silenciosos por uma viela estreita e por fim acabou num beco úmido. Raios iluminavam o céu naquela noite nublada. Ela parou em frente a uma porta  feita de madeira velha. Abriu a porta com facilidade e entrou. Apressei meus passos e quando cheguei a porta estava entreaberta. Ouvia passos lá dentro e me assustei quando escutei algo se quebrando. Entrei as pressas.



Atravessei uma sala suja e com cheiro de  mofo, depois passei por um corredor. Meus passos ecoavam, mas o barulho era abafado pelos sons de combate que vinha de uma sala fracamente iluminada adiante. Cheguei a tempo de ver o fim da luta. A Garota lutava com um homem que deveria ter minha idade, estava mal vestido e eu sentia o mau cheiro que ele exalava de onde eu estava. Ele segurava uma espada velha nas mãos, bem diferente da lâmina fina e bem cuidada que ela segurava. Ele era forte, mas ela era graciosa ao lutar, se esquivava dos golpes dele sem o menor esforço e parecia brincar com ele. O homem se enfureceu e atacou num golpe frontal ao qual ela somente desviou e deixou o corpo dele cair sobre o dela. Vi a lâmina emergir nas costas do homem, o sangue brilhava na fraca luz das velas. O homem caiu morto no chão.
Quando ela me olhou vi novamente aquela garota que chegou ao meu lar há tantos anos atrás com suas roupas manchadas de sangue e o olhar fixo em mim. Dessa vez ela chorava e não disse nenhuma palavra. Abriu um sorriso e eu arrisco dizer que foi o mais belo sorriso que já vi. Ela se abaixou e pegou a espada daquele que assassinou os pais dela. Olhou para mim e disse “Obrigado por tudo”. Cortou a garganta com a espada.
Corri na direção da garota. Sentia as lágrimas caírem por meu rosto e se acumularem em minha barba. Vi seus últimos segundos e os olhos dela ainda me olhavam, dessa vez não havia mais aquela expressão de tristeza e o seu sorriso tão belo ainda permanecia em seu rosto. Peguei sua espada e guardei. Sai e contei às autoridades o que havia ocorrido, mas na minha versão a garota havia sido morta. Disse que a garota era minha filha e que eu mesmo providenciaria o funeral. Quando finalmente retornei a minha casa encontrei um bilhete com aquela fina e delicada caligrafia, li contendo o pranto, mas ao fim as lágrimas vieram novamente molhando e manchando o bilhete no local onde estava escrito “Foi você o único pai que eu tive na vida e agora vou ao encontro dos meus pais na morte”. Ouvi o som da chuva que finalmente veio naquela noite fria e triste.
Por Rodrigo Silva de Souza

Para quem ainda não leu, clique na PARTE I


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sábado, 3 de novembro de 2012

Aventuras inesquecíveis

Quem joga RPG a algum tempo com certeza guarda várias lembranças das suas aventuras passadas, sejam elas, feitos épicos ou simplesmente momentos super engraçados, daqueles que o grupo inteiro passa alguns momentos gargalhando, até o momento do mestre por ordem na mesa e voltar o foco para a aventura. São esses momentos que compartilhamos com os amigos, anos depois, sempre dando a mesma enfase nos detalhes, recordando com nostalgia a alegria dos velhos tempos.

Lembro-me de uma aventura de AD&D com o mestre Samuel Ragnus, onde eu fiz um paladino. Nessa aventura, estávamos envolvidos na invasão Goblinóide do cenário de Tormenta, nessa história, enfrentamos um dinossauro T- Rex que quase matou dois dos membros da equipe, troçou vários dos nossos equipamentos e só o derrotamos na astúcia, porque o bicho era forte demais se comparado a nós, era AD&D e eramos iniciantes ( xD). Também teve, logo depois, uma invasão bem sucedido que fizemos a um dos acampamentos do inimigo, encontramos uma tenda que guardava os espólios de guerra do exercito e neles tinham itens mágicos! Até hoje lembro da felicidade de possuir meu primeiro item mágico, uma espada flamejante, mas alguns minuto depois, fomos descobertos pelas criaturas e aprisionados ( ¬¬)

As experiências foram muitas, em diferentes sistemas de regras e cenários de campanha e você, qual a aventura que foi inesquecível para você?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Spelljammer


Alguém aqui já jogou Spelljammer? Era um dos cenários mais loucos do antigo AD&D que eu já vi!!
Alguns RPGistas mais antigos talvez já tenham ouvido falar de Spelljammer, um dos cenários clássicos do velho AD&D, e provavelmente o mais exótico e único dentre eles. Podemos descrevê-lo como o que acontece quando você pega todos os clichês e paradigmas associados ao jogo e os joga para o espaço, espalhando-os em meio às estrelas.

Spelljammer não é tanto um cenário, no entanto, quanto um gênero em si, a verdadeira fantasia espacial. Suas naves interplanetárias não funcionam com tecnologia, mas através de magia; e o seu espaço selvagem não é regido pelas leis da nossa física, mas sim as da fantasia, com direito raças impossíveis e monstros em escala cósmica. E você não precisa necessariamente usar os cenários sugeridos nos livros básicos – pegue o seu cenário de campanha favorito, pode ser mesmo Arton, jogue um leme de navegação no tesouro de um dragão, explique aos jogadores como funciona, e veja-os se lançarem em direção aos céus para explorar mundos desconhecidas.

Se ainda é difícil imaginar, existem pelo menos dois videogames que podem dar alguma idéia de como funciona. O primeiro é Rogue Galaxy, um dos últimos RPGs lançados para o Playstation 2, e que possui como tema justamente viagens interplanetárias em um mundo de fantasia, com direito a piratas espaciais e todo o resto. E o segundo é a série Kingdom Hearts - a forma como Sora e seus companheiros viajam entre os mundos dos filmes Disney, navegando com uma nave por entre pequenos planetóides, lembra bastante o conceito de espaço selvagem e as esferas de cristal de Spelljammer.

O universo em Spelljammer é formado pelas chamadas esferas de cristal. Esta é uma concepção inspirada em antigos mapas cosmológicos medievais, segundo os quais a Terra seria o centro do universo e os outros astros girariam em torno dela presos por redomas cristalinas. Spelljammer considera que tais redomas de fato existem, mas de forma um pouco diferente – cada esfera corresponde a um universo próprio, com seus próprios planetas, estrelas e astros em geral. Nos livros oficiais do cenário são descritas três esferas de cristal, que correspondem aos três cenários de AD&D existentes na época: Realmspace, onde se localiza Toril, o mundo de Forgotten Realms; Dragonspace, onde se encontra Krynn, cenário de Dragonlance; e Greyspace, onde encontramos Oearth, planeta principal de Greyhawk. Pode-se imaginar, no entanto, que dezenas de outras existam, correspondentes a quaisquer outros cenários de campanha possíveis – de Titan (o mundo de Aventuras Fantásticas) a Arton, passando por Artas (Dark Sun), Mystara, Tagmar, e talvez até mesmo a Terra de Santa Cruz (de O Desafio dos Bandeirantes) ou a Terra-Média, além, é claro, daquele cenário de fantasia genérico que você criou para os jogos do seu grupo.

Ou,como um um pôster desmotivacional da internet descreveu melhor,tradução:



"D&D encontra Star Trek. É como pôrno para nerds."


Autor: [Cristiano Antunes]

O jogo Paranoia

Paranoia é um sistema/cenário criado por  Greg Costikyan, Gelber Dan, e Goldberg Eric, publicado em 1984 na editora  West End Games,  ganhou o Prêmio Origins de Melhor Regras de Interpretação de 1984  e foi introduzido no Hall da Fama do Prêmio Origins em 2007. O jogo aborda um cenário baseado em um futuro distópico, baseado em humor negro e paródia com os jogos da época tidos como mais "sérios" ( Ele cita várias vezes o D&D no livro de uma forma bem indireta =D).




Complementando a leitura

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